
Por Rejane Machado
(crítica de arte, escritora e professora)
WANDA - UMA DOADORA DA BELEZA
Por Guery Sá
(poeta e primo da artista) - ACRÓSTICO
Por Guery Sá
(poeta e primo da artista) - A FRAGATA
Por Guery Sá
(poeta e primo da artista)
O SONO DA PRETA EMBALADA PELO TREM
| Carmelita
|
O SONO DA PRETA EMBALADA PELO TREM Vai preta, embalada pelo trem, vai em busca de um destino, de um emocionante e notável além. Baldando, suplicando dias, quero vê-la outra vez, além do esboço e da escultura, criada pelo meu ser emocional. Guery Sá (poeta e primo da artista)
A FRAGATA Mares distantes, ora serenos, ora revoltos, ela singrou, galhardamente venceu, calmarias e tempestades Guery Sá(poeta e primo da artista)
ACRÓSTICO Wagueia... depois lança-se, entre pincéis, argilas e canções, Guery Sá (poeta e primo da artista)
WANDA - UMA DOADORA DE BELEZA "Não as coisas, mas as impressões das coisas...". Sob esta disposição dos impressionistas, Wanda Basílio assume a conceituação de um novo espaço pictórico, onde reina a indefinição do detalhe, do objeto, das coisas pairando no ar, revelando-se novos mundos através dos seus estados d'alma. Perfeitamente à vontade dentro desta fórmula, ela traduz em suas telas os efeitos fugidios da luz, da água, da cor, do céu, através de uma ótica particular e individual. Porque não copia mas reinterpreta uma realidade que só lhe chega através de sensações. Por não delimitar horizontes e linhas, sua pintura resulta em verdade uma obra "aberta" para a liberdade da luz plena, do ar livre, que os artistas do final do século procuravam. Talvez por isso suas marinhas tenham uma tal amplitude de espaço, onde nossa alma se perde, em busca do infinito apenas sugerindo, quando céu e mar se fundem e confundem num todo sem fronteiras: onde começa um? Onde acaba outro? Talvez por isso nas naturezas mortas as coisas pairam, apenas, no ar, sem linhas demarcatórias, trazendo um belo efeito de transcendência, de metafísica. Como todos os impressionistas, Wanda ama a chuva. É preciso ver o quadro Chuva - que bem teria seu correspondente na arte dos sons em La plus que longue, de Debussy, ou no belíssimo Reverie, tal a melancolia por ele transmitida. A Dama Verde poderia também ser nomeada Pavana, de Gabriel Fauré... pura música! Cores que não agridem: a preferência pelos tons pastéis, os azuis, os verdes, as cores frias e a magníficas telas em sépia! - as figuras, apesar da imprecisão própria do estilo, estão perfeitamente integradas na paisagem; a transparência do todo, um algo mais que evoca a solidão de Rilke, e o misticismo de Verlaine - revelam um mundo ideal, sem marcas dramáticas, sem limites a impedir o pensamento, a imaginação... Wanda Basílio tem já uma longa história - desde 1969 - de sucessos no campo da pintura e da escultura, neste com trabalhos significativos como o busto do falecido rei Faiçal, da Arábia Saudita, além de outros vários, em praças públicas do país, de políticos e personalidades ilustres. Sentindo-se `a vontade tanto no figurativismo como no abstracionismo, não foge, entretanto, ao referencial, com incursões freqüentes pelo academicismo, em virtude mesmo da natureza do seu ofício e da preferência dos seus clientes. Quadros seus estão em Ludvika (Suécia), Valadolid, Trinidad, Lima, além de Estados unidos, Japão e África. Tem em seu currículo cerca de uma centena de láureas, seja em medalhas de ouro, prata e bronze, seja como prêmios; reconhecimento justo à sua capacidade. Pertence a diversas entidades de artistas plásticos brasileiros inclusive está catalogada no Museu Nacional de Belas Artes. ... eis Wanda Basílio, em breves pinceladas, nas quais procuramos mostrar sua afirmação, seu estar no mundo, sua contribuição para um mundo melhor e mais belo. Rejane Machado (crítica de arte, escritora e professora) |
© 2007 RJHost.com.br
(2008) WANDA BASILIO - Todos os Direitos reservados